A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, a toque de caixa , o Projeto de Lei nº 99/2025, autorizando o governo estadual a abocanhar R$ 45 milhões do Fundo Amazônia para investir na estrutura do Corpo de Bombeiros. A proposta, enviada pelo governador Carlos Brandão (PSB), garante a destinação do montante ao combate a incêndios florestais e queimadas não autorizadas, além da reestruturação da corporação.
Segundo o governo, o dinheiro será usado para criar sete novas unidades do Corpo de Bombeiros nos municípios de Alto Parnaíba, São Mateus, Zé Doca, Cururupu, São Domingos do Azeitão e Colinas , além da restrição de unidades já existentes. Tudo muito bonito no papel. Mas, se depender do histórico das administrações passadas, não será surpresa se esses milhões evaporarem antes mesmo de serem convertidos em equipamentos e infraestrutura para a corporação.
A promessa oficial é que o recurso seja gerido pelo próprio Corpo de Bombeiros, com fiscalização prevista no Plano de Trabalho e consignada no orçamento do Estado. Até aí, tudo certo. O problema é que, em governos de tradição perdulários, contratos e recursos milionários costumam mudar de destino com uma velocidade impressionante – e o povo do Maranhão já viu esse filme antes.
O líder do governo na Assembleia, deputado Neto Evangelista (União), defendeu a rapidez e a rapidez na aprovação do projeto. Já o relator da proposta, deputado Florêncio Neto (PSB), exaltou o feito como uma “conquista significativa” do governador Brandão. O que ninguém explicou com clareza foi o real plano de fiscalização para garantir que os milhões do Fundo Amazônia não sejam desviados para outros interesses, como já aconteceu em gestões passadas.
Na teoria, os novos quartéis dos Bombeiros devem seguir critérios técnicos e atender às áreas mais necessitadas. Na prática, resta saber se os R$ 45 milhões irão mesmo equipar a corporação ou serão apenas mais uma cifra astronômica engolida pelo já conhecido ralo da ineficiência estatal.












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